Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 (Foto: Campos 24 Horas)
Com o tema Fraternidade e Saúde Pública, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta quarta-feira (22) a 49ª Campanha da Fraternidade, que pretende sensibilizar os fiéis sobre a situação das pessoas que enfrentam longas filas de atendimento e falta de vagas em hospitais públicos do país. Em Campos, o bispo dom Roberto Francisco Ferrería Paes lançou a campanha na Catedral do Santíssimo Salvador, no Centro da cidade.
Para o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, não é exagero dizer que a saúde pública no país não vai bem. De acordo com ele, é preocupante a decisão do governo de cortar cerca de R$ 5 bilhões da área de saúde. “Os problemas verificados na área da saúde são reflexo do contexto mais amplo de nossa economia de mercado, que não tem, muitas vezes, como horizonte, os valores ético-morais e sociais”.
No texto-base da campanha, a CNBB expõe as grandes preocupações da Igreja com relação à saúde pública, como a humanização do atendimento aos pacientes e o financiamento da saúde pública, classificado pela confederação, como “problemático e insuficiente”. A entidade critica ainda a escassez de recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O texto da campanha compara os gastos da saúde no Brasil com o de alguns países em que 70% do que é dispendido na área vêm do governo e 30%, do contribuinte. Já no Brasil, em 2009, o governo foi o responsável por 47% (R$ 127 bilhões) dos recursos aplicados na saúde, enquanto as famílias gastaram 53% (R$ 143 bilhões).
No entanto, segundo dom Leonardo, a Igreja reconhece também alguns avanços na área, como a redução da mortalidade infantil, a erradicação de algumas doenças infecto-parasitárias e o aumento da eficiência da vacinação e do tratamento da aids. “São significativos os avanços verificados nas últimas décadas na área da saúde pública”.
De acordo com o ministro da saúde, Alexandre Padilha, que participou do evento, este ano a saúde terá orçamento 17% maior que em 2011, R$ 72 bilhões. “O aumento de R$ 13 bilhões é o maior aumento nominal que já existiu de recursos para a saúde de um ano para o outro, desde o ano 2000. O meu papel como ministro não é ficar esperando os recursos virem, mas, sobretudo, fazer mais com o que temos”.
Segundo ele, o debate sobre o financiamento da saúde continua e será mais amplo com o apoio da campanha da fraternidade. O ministro disse ainda que o contingenciamento de R$ 5 bilhões, com o corte do Orçamento anunciado pelo governo na semana passada, não afetará nenhum programa da pasta. “Tudo o que estava programado pelo Ministério da Saúde e foi encaminhado para o Congresso Nacional está absolutamente mantido”.
Segundo o membro do Conselho Nacional de Saúde Clóvis Boufleur, a campanha da fraternidade pretende efetivar a participação de conselhos estaduais e municipais de saúde. Entre os temas que serão debatidos nos conselhos, está a violência, a obesidade e a gravidez na adolescência. “A violência dentro de casa se transformou em um problema de saúde. A partir dos 4 anos de idade, os acidentes e a violência são as principais causas de mortes de crianças e jovens”.
Fonte: Campos 24 Horas
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“O que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto
R$ 69 /522 PÁGINAS / 2011 /TOPBOOKS
O que sei de Lula, por Roberto Romano
Roberto Romano, professor de Ética da Unicamp
Em “O que sei de Lula”, José Nêumanne Pinto oferece um precioso mapa da vida política brasileira. O culto votado a Lula não brota do nada, ele foi instaurado por alguém. A mística do lulismo nasce da propaganda. Ele esconde, sob a popularidade, a ruína das instituições nacionais. A propaganda já foi estigmatizada pelos mestres da ética como o método de enganar os tolos para vencer eleições políticas. Ela não é só palavra enganosa, mas gestos corporais. Muitas vezes uma piscadela demagógica engana multidões com eficácia maior do que muitos discursos.
Lula, mostra com clareza Nêumanne, é mestre na arte dos gestos, exímio nos truques da retórica. Certo caso verdadeiro, narrado em “O que sei de Lula” é eloqüente. Quando iniciou uma greve de fome contra o regime autoritário, Luis Inácio da Silva, depois de certo tempo, não mui to, sem mastigar alimentos, adquiriu umas balinhas de goma, consumidas sem que seus colegas de cela e de greve soubessem. Um companheiro escutou o ruído do papel que encobria as ditas balinhas e, seguindo o barulho, chegou a Luis Inácio. A greve de fome se desmoralizou. Por má consciência, ou má fé, pouco se divulgou do episódio entre os formadores os intelectuais que deveriam manter a fé pública e a ética acima de todos os personalismos.
O caso trazido por Nêumanne indica o perfil dos políticos que, no reino lulista, ou dele herdeiros, não prezam a ortodoxia ética. Luis Inácio abusou de outros truques, como o de proclamar nada saber sobre as estrepolias dos amigos ou subordinados. O truque principal é fingir fazer uma coisa e realizar o contrário. No escândalo do mensalão ele pediu desculpas ao povo brasileiro pelos malfeitos de sua grei. Depois abraçou os atores do mensalão, patrocinando o retorno de Delúbio Soares. Assassinado o prefeito de Campinas, o Toninho do PT, ele prometeu que providências seriam tomadas para investigar o atentado. Os familiares ainda esperam. Saga idêntica vivem os próximos de Celso Daniel, morto sem que medidas eficazes fossem tomadas pelo poder federal, que tem à sua disposição a polícia, o aparato administrativo e jurídico. Todos esses fatos são narrados por Nêumanne. Quem ler o seu livro, entenderá o que se passa no Ministério do Esporte. Ali se finge indignação, mas se adora colocar verbas públicas em mãos particulares.
Toda propaganda do nossos supostos esquerdistas tem a marca da balinha de goma: é o faz de conta, o não levar a sério o sofrimento da cidadania. Eles exigem adesão irrestrita da sociedade. Outra técnica dos antigos imaculados é atacar a imprensa. Sempre que surge um escândalo, o culpado maior são os jornalistas que estariam preparando um golpe para arrancá-los do poder. Nesta tarefa demagógica, recebem auxílio dos militant es profissionais, os que lucram com Ongs ou cargos e operam a sangria dos cofres públicos em proveito pessoal ou partidário. Foi tal gente que inventou o termo PIG, o Partido da Imprensa Golpista. O truque retórico, aqui, consiste em juntar duas figuras, a do golpe político, rematada mentira, à imagem do porco (pig, em inglês).
O truque é tiro que sai pela culatra. Golpe, dá quem se apropria de riquezas que deveriam servir para as políticas públicas, não para enriquecer companheiros. Porca é a tarefa de roubar do povo aqueles recursos, algo indigno de seres humanos. Orwell, crítico do regime totalitário e corrupto dos camaradas que mandavam no partido, tem texto chamado a “Revolução dos Bichos”. Nele, os camaradas dirigentes são os porcos. Eis a linhagem dos que, hoje, sujam palácios e partidos na tarefa indecente de vender gato por lebre, ou seja, corrupção como libertarismo esquerdista. Qual a moralidade desta fábula? Basta abrir os jornais de hoje, caro ouvinte, para saber. Ou ler com calma o livro de Nêumanne. Com muita calma…
http://blog.neumanne.jor.br/
´Junto à campanha da fraternidade , que tal a população se movimentar CONTRA A CORRUPÇÃO que faz com que grande parte do dinheiro destinado à saúde pública se encaminhe para paraísos fiscais e para caixa 2 das campanhas de políticos de ...familia ...ILIBADA(!?).
O povo brasileiro tem o direito de saber quem é Lula e o que ele fez durante toda a vida.
A história do oportunista que delatava os colegas de trabalho para conseguir aumento de salário, eu conhecia. Sobre a recusa de Lula em admitir a volta dos companheiros expulsos do país pelos militares (para não ter concorrentes), eu também já ouvira falar.
Esses dois exemplos bastariam para revelar o caráter do homem que governou este país, graças à ignorância popular. Fico pensando o que mais Nêumanne sabe, mas não pode dizer, ainda.
De tudo, o que mais lamento, é que esse mesmo sujeito pode voltar ao poder, em 2014, se não houver uma forte mobilização contrária a essa pretensão. Diante de tal perspectiva, vale a indagação: este é um país de todos ou de tolos?
O tempo dirá..
http://www.observadorpolitico.org.br/observador-tv/entrevista-jose-neumanne-pinto/
Deus diz FAÇA QUE TE AJUDAREI meu povo!
EUA com o ¨ocupe wall stret¨,Egito..., Grécia..., Portugal...
FORA OS CORRUPTOS NA POLÍTICA!
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